segunda-feira, 23 de julho de 2012

CORRIGIR E PAGAR...


Não há uma única imperfeição da alma que não acarrete consequências nocivas e inevitáveis, como não há uma só qualidade boa que não seja fonte de um grande prazer.
Allan Kardec (Do livro “O Céu e o Inferno” -
1ª Parte, cap. VII, § 3).
          Cada hora, no relógio terrestre, é um passo de tempo, impelindo-te às provas de que necessitas para a sublimação do teu destino.
*Exclamas no momento amargoso: “Dia terrível!”.
          Esse, porém, é o minuto em que podes revelar a tua grandeza.
          *À frente da família atribulada, costumas dizer: “O parente é uma cruz”.
Tens, contudo, no lar, o cadinho que te aprimora.
    *Censurando o companheiro que desertou, repetes, veemente: “Nem quero vê-lo”. No entanto, esse é o amigo que te instrui nos preceitos do silêncio e da tolerância.

*Lembrando o recinto, em que alguém te apontou o caminho das tuas obrigações, asseveras em desconsolo: “Ali, não ponho mais os pés”. Todavia, esse é o lugar justo para a humildade que ensinas.

          *Quando as circunstâncias te levam à presença daqueles mesmos que te feriram, foges anunciando: “Não tenho forças”. Entretanto, essa é a luminosa oportunidade de pacificação que a vida te oferta.
          *Se sucumbes às tentações, alegas, renegando o dever: “Seja virtuoso quem possa”. Mas esse é o instante capaz de outorgar-te os louros da resistência.
Toda conquista na evolução é problema natural de trabalho, porque todo progresso tem preço; no entanto, o problema crucial que o tempo te impõe é débito do passado, que a Lei te apresenta à cobrança. Retifiquemos a estrada, corrigindo a nós mesmos. Resgatemos nossas dívidas, ajudando e servindo sem distinção. Tarefa adiada é luta maior e toda atitude negativa, hoje, diante do mal, será juro de mora no mal de amanhã.

  (Do livro “Justiça Divina” – Espírito Emmanuel/Médium Chico Xavier).

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