sábado, 16 de abril de 2016

SANTIDADE VERDADEIRA!...


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Conta-se que um homem, desejando alcançar a santidade, retirou-se do convívio dos demais homens e recolheu-se a uma gruta. 

 Seu único alimento consistia em raízes, avelãs e um pouco de pão que, eventualmente, alguns camponeses lhe davam. 

 Passava o dia inteiro orando e lendo as sagradas escrituras. 

De hora em hora, durante a noite, levantava-se para orar. 

Passados alguns anos, rogou a Deus: 

 Senhor, mostra-me alguém que tenha conseguido maior santificação do que eu. 

Assim, poderei melhorar minha própria vida. 

Atendendo sua prece, o Senhor lhe enviou um Mensageiro Espiritual que lhe disse: 

Amanhã vai à cidade e no mercado encontrarás um palhaço.

 Ele é o homem que procuras. 

 O eremita ficou um tanto desapontado, pois acreditava que não houvesse ninguém melhor que ele.

 Mas fez o que lhe foi dito. 

 Na praça pública viu um palhaço que tocava música, entoava uma canção, em seguida fazia uns truques de mágica. 

 Depois, passava o chapéu para recolher as moedas.

 Terminada a apresentação, o eremita, com desgosto, o puxou a um canto da praça e lhe perguntou o que ele fizera de bom, que orações e penitências ele teria feito para ser amado por Deus. 

O sorriso desapareceu da boca do palhaço e ele disse:

 Homem, não faças troça de mim. 

 Não me recordo de ter feito alguma caridade. 

 Tudo que sei é tocar minha flauta, rir e cantar por alguns trocados. 

Mas o que se considerava santo, insistiu.

 Contudo, o menestrel não se lembrava de nada de bom que tivesse feito. 

Finalmente, o eremita perguntou-lhe se ele sempre fora vagabundo. 

Então, o palhaço disse:

 De verdade, não.

 Há alguns anos, ganhei uma grande quantia como herança, depois da morte de meu pai. 

Tomei dos valores e andando pela estrada vi uma mulher, cansada e chorando. 

Parecia ter sido perseguida por ferozes inimigos.

 Porque me aproximasse e a indagasse, ela falou que seus filhos e seu marido haviam sido levados como escravos, para pagamento de uma dívida.

 Ela também logo seria levada como escrava, como pagamento final. 

É claro que eu lhe dei todo o dinheiro para que ela comprasse a sua e a liberdade da sua família.

 Isto explica minha pobreza.

 Não houve mérito nenhum.

 Qualquer um faria o mesmo.

 É um ato tão banal que até mesmo me esquecera dele. 

 O eremita entendeu, então, porque Deus considerava aquele homem melhor que ele. 

 Aprendeu que ele fora muito egoísta, afastando-se dos homens, porque há muitas formas de servir a Deus.

 Alguns O servem nas estradas, ajudando estranhos em necessidade ou desespero.

 Outros vivem nos lares trabalhando, educando seus filhos, mantendo-se alegres e gentis. 

 Outros mais suportam com paciência a dor.

 Enfim, infinitas são as maneiras de servir à Divindade e alcançar a perfeição, tantas e diversas que somente o Pai Celestial as vê e conhece.

 * * *

 O servidor do Cristo deve deixar que brilhe a sua luz, renunciando a si mesmo e dedicando-se ao semelhante.

 Quem serve verdadeiramente, não busca recompensa, nem agradecimentos. 

Não se preocupa com a ingratidão. 

 Serve pela satisfação e a honra de servir. 

 (Redação do Momento Espírita com base no texto Santidade Verdadeira de O livro das virtudes, v. II, de William J. Bennett)

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