sexta-feira, 15 de maio de 2009

MORRER É PRECISO!


Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas há ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia.

A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.

Não existe planta sem a morte da semente, nem do embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta.

A morte nada mais é do que o ponto de partida para algo novo.

A fronteira entre o passado e o futuro.

Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.

Quer ser um bom profissional?

Então mate dentro de você, o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar, o suficiente para ser aprovado.

Quer ter um bom relacionamento?

Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, exigente, imaturo, egoísta que pensa que pode fazer tudo sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades?

Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesmo. Mate o desejo de manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência.

Respeite seus amigos, colegas de trabalho, e vizinhos.

Enfim todo o processo de evolução exige que matemos o nosso “eu” passado inferior.

E qual o risco de agirmos assim?

O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa felicidade, e por fim prejudicando o nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que necessitam ou desejam ser.

Elas querem uma nova vida, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam...

Acabam se transformando em projetos inacabados, híbridos, adultos infantilizados.

Podemos até agir, às vezes como crianças, e mantermos as virtudes destas, tais como:
- brincadeiras, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, pureza etc.

Porém agir sempre com equilíbrio.

Quer ser alguém melhor , evoluído e vitorioso?

Então, precisas matar em si, o egoísmo, o egocentrismo, para que surja um novo ser.

Pense nisso e morra, mas, não se esqueça de renascer melhor ainda.

O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

PROPRIEDADE REAL

O ouro que reténs
Voltará para as arcas
Das quais te veio às mãos.

A casa em que resides
Abrigará, mais tarde,
Moradores diversos.

A roupa que te asila
Dirige-se ao monturo
De onde ressurgirá,
Renovada de todo,
Acolhendo outras formas.

O pão de que te nutres
Alimenta-te e passa...
As afeições queridas
Que te enfeitam as horas
De beleza e ternura
São jóias de carinho
Do tesouro de Deus.

Ajudar é ajudar-se.

Trabalhar é aprender.

Servir é entesourar.

Não olvides, portanto,
Que possuís tão somente
O que dás de ti mesmo
No amparo dos semelhantes,
Porque o bem que oferendas
Aos irmãos de jornada
É crédito de luz
A enriquecer-te a vida,
Nos caminhos da Terra,
E nas bênção do Céu.

(Francisco Cândido Xavier/Emmanuel)

SALVAÇÃO


Muitos se reportam ao Divino Salvador, como se o Mestre fosse apenas um doador de aposentadoria espiritual.

Entretanto, o conceito de salvação é, na realidade, muito diverso daquele
que vulgarmente se lhe atribui.

Um navio é arrebatado à tormenta para servir àqueles que o tripulam.

Uma árvore consegue exonerar-se da praga que lhe corrói as raízes,
a fim de produzir com eficiência e segurança.

Uma casa se sobrepõe à intempérie, de modo a atender
aos que lhe ocupam as dependências.

Um enfermo é arrancado aos braços da morte,
para recuperar a saúde e reassumir o seu posto de trabalhador respeitado e digno,
no setor de luta em que foi chamado a viver.

Jesus não veio salvar as criaturas para situá-las num paraíso de ociosidade incompreensível.

O Excelso Semeador prescinde de flores simplesmente ornamentais
que serviriam apenas como exaltação de parasitismo,
injustificável em sua lavoura de redenção.

O Mestre veio até nós para transformar-nos em obreiros de seu Reino.

Veio salvar-nos da inutilidade que nos é própria, a fim de soerguer-nos à condição de cooperadores diligentes em sua construção de amor e concórdia.

Ninguém pretenda, desse modo, escalar o Céu sem a cruz da Terra
ou senhorear a paz sem extinguir a guerra inferior das paixões escuras
a se entrechocarem, violentas,
no mundo se si mesmo.

À nossa frente, brilham as oportunidades de serviço no campo imenso da vida.

Somos convocados ao bem nos mínimos ângulo da caminhada.

Se quisermos, pois, a posição de tutelados do Cristo,
busquemos servi-Lo na pessoa do próximo, na convicção de que
somente assim formaremos ao Seu lado na vanguarda sublime da luz.

(Francisco Cândido Xavier/Emmanuel)

TÓPICOS DA TENSÃO


I - A luta prossegue, entretanto, é na luta que consolidamos a paz – paz íntima pelo dever cumprido.

Mantenhamos a nossa confiança viva em Jesus, na certeza de que o nosso Divino Mestre é o companheiro e o Amigo, o Mentor e o Guardião de nossos corações e de nossos caminhos.

Guardemos calma e segurança. A fé ser-nos-á luz na estrada a percorrer, por mais sombra se nos acumule na senda.

Descansemos o pensamento, o coração, os nervos e as energias em repouso edificante.

Nossas forças serão restauradas com a Bênção do Senhor.

II - “ACALMAR-SE” – é a senha. Asserenemos as próprias forças!

Quanto possível abandonemos a tensão.

O trabalho é o preço da benção. Ajudemos os companheiros no desempenho de seus nobres deveres, encorajando-lhes o coração, sempre que possível.

A luta cederá lugar à bonança. Confiemos pois em Deus, e que Jesus nos abençoe!

III - Esquecer a doença orgânica. Distrair-se em recursos sadios de arejamento íntimo, aliviando a tensão.

Consagrar-se aos trabalhos espirituais na certeza de que Deus não nos abandona e de que, em todas as circunstâncias, precisamos buscar, acima de tudo, os desígnos de Deus.

IV - Despreocupação é a palavra. Repouso construtivo. Paz com as próprias obrigações. Não exigir de nós mesmos qualquer rigor no cumprimento de nossas obrigações, quando faltar-nos a saúde.

Fazer o possível em benefício de nossa tranqüilidade doméstica.

Manter o coração sensível e afetuoso na fé viva e segura, na certeza de que o Senhor nos abençoará, hoje e sempre.

V - Confiemos na bênção Divina em nosso benefício! Guardemos a calma e a coragem porque o Amor de Jesus nunca está pobre e com o Mestre Sublime podemos contar sempre.

Serenidade! Fortaleza! Bom ânimo!

VI - Tranqüilize o campo nervoso. Descanse o pensamento na prece e trabalho do bem e use a serenidade mental como remédio edificante. Cuidado para consigo mesmo no sentido de preservar a paz, em favor da própria saúde!

(Francisco Cândido Xavier/Bezerra de Menezes)

EM SILÊNCIO


Em silêncio:

Os ninhos estelares da Vida Cósmica iluminam o firmamento ajudando a evolução.

A Terra gira incessantemente, mantendo a preciosa estabilidade da moradia humana.

O sol vivifica o passo das criaturas.

A árvore enriquece os recursos da vida.

O seixo escuro de grafite se transforma em gema preciosa no perpassar dos séculos.

O bem reajusta os desequilíbrios do mal, melhorando o mundo.

A sabedoria se expande nas profundezas do Universo.

O tempo faz o desfile das oportunidades de aprimoramento e elevação.

Recorda sempre a aplicação justa do silêncio no desenvolvimento das próprias ações, na certeza de que não há caridade ruidosa ou amor unido a sensacionalismo, pois, até Jesus, Nosso Mestre e Senhor, emoldura as suas manifestações de Misericórdia Sublime com o amparo do silêncio que traz consigo a sabedoria do amor eterno.

(Francisco Cândido Xavier/ Espíritos Diversos)