terça-feira, 29 de abril de 2025

    

 A PRESENÇA DE DEUS

Viver atentos à presença de Deus nas pequenas coisas,

é uma forma de espiritualidade profunda e acessível. 

Ela não exige grandes discursos ou feitos heroicos,

 mas sim um coração desperto, disposto a encontrar 

o eterno no passageiro. 

Ao cultivarmos esse olhar, transformamos

 a vida comum em um espaço sagrado  e compreendemos que Deus

 nunca está ausente, apenas discreto.

Essa consciência muda a forma como nos relacionamos com o mundo, 

com os outros e conosco mesmos. 

Cada momento se torna uma oportunidade de encontro,

 cada gesto simples pode carregar uma mensagem divina. 

Um olhar compassivo, uma palavra de encorajamento,

 um silêncio acolhedor  tudo pode ser sinal da presença de Deus

 agindo por meio de nós e ao nosso redor.

Ao nos abrirmos para essa realidade, deixamos de buscar Deus 

apenas em lugares distantes ou momentos extraordinários, 

e passamos a reconhece-Lo nos detalhes mais singelos da vida. 

Assim, a fé deixa de ser apenas um discurso e se torna uma prática diária,

 feita de pequenas atitudes de amor, escuta e presença.

No fim, perceber Deus nas pequenas coisas

 é aprender a viver com o coração desperto e agradecido, 

reconhecendo que o divino está, de fato, 

onde menos esperamos, nos detalhes silenciosos

 que compõem a beleza e a profundidade do viver.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

 

Imagem do Pin de história
 
 
 
 CÉU E INFERNO ÍNTIMOS!..  
  
Conta-se que um dia um samurai, grande e forte,
 conhecido pela sua índole violenta, 
foi procurar um sábio monge em busca 
de respostas para suas dúvidas.
 
 - Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender,
ensina-me sobre o céu e o inferno. 
O monge, de pequena estatura e muito franzino, 
olhou para o bravo guerreiro e, 
simulando desprezo, lhe disse:

- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, 
você está imundo.

Seu mau cheiro é insuportável.

- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada.

Você é uma vergonha para a sua classe.

O samurai ficou enfurecido.

O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu
dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva.

Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça 
e se preparou para decapitar o monge.

- "Aí começa o inferno", disse-lhe o sábio mansamente.

O samurai ficou imóvel.

A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara.

Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.

O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.

O velho sábio continuou em silêncio.

Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade
 pacificada, pediu humildemente ao monge
 que lhe perdoasse o gesto infeliz.

Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:

- "Aí começa o céu".

Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno

que podemos construir na própria intimidade.

Tanto o céu quanto o inferno, são estados de alma que nós próprios elegemos no nosso dia a dia.

A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno.

É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros.

Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer objeto do seu interior.

Assim, quando alguém nos ofende, podemos erguer o martelo da ira
ou usar o bálsamo da tolerância.

Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide
ou a gaze da autoconfiança.

Quando a injúria bater em nossa porta, podemos usar o aguilhão da vingança ou o óleo do perdão.

Diante da enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido dissolvente da revolta ou empunhar o escudo da confiança.

Ante a partida de um ente caro, nos braços da morte inevitável, podemos optar pelo punhal do desespero
 ou pela chave da resignação.

Enfim, surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz.

A decisão depende sempre de nós mesmos.

Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo.

Portanto, criar céus ou infernos portas à dentro da nossa alma,

é algo que ninguém poderá fazer por nós.

Pense nisso!

Sua vontade é soberana.

Sua intimidade é um santuário do qual só você 
possui a chave.

Preservá-la das investidas das sombras e abri-la para que o sol

possa iluminá-la só depende de você.

Pense nisso!


(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em conto popular)

terça-feira, 15 de abril de 2025



A arte de fazer amigos - Comunidade Católica Shalom 

 

 AMIGOS E "AMIGOS!..."

 

Há amigos que chegam como brisa leve,
nos dias ensolarados de alegria e festa.
Estão ali nos sorrisos largos,
nas taças erguidas,
nos momentos de vitórias e vitrais coloridos.

Mas quando o céu escurece,
e as lágrimas caem no lugar do riso,
se vão… como fumaça,
como quem nunca soube o caminho do abraço.

E há os outros —
os raros, os de alma inteira.
Aqueles que ficam quando todo o resto vai.
Que escutam o silêncio,
que seguram a dor sem fazer barulho,
que enxugam lágrimas sem pedir explicação.

Esses são lares em forma de gente,
verdade em meio ao ruído,
porto quando tudo é tempestade.

Porque amigo de verdade,
não é só presença no palco —
é bastidor, é trincheira,
é raiz quando o mundo sacode.

 Aqui vai uma reflexão sobre amigos sinceros e amigos só de momentos bons:

Amigos sinceros:

  • Estão ao seu lado nos altos e baixos.

  • Te dizem a verdade, mesmo que doa, porque se importam de verdadeiramente.

  • Celebram suas conquistas como se fossem deles.

  • Te acolhem quando você está mal, sem julgamento.

  • São aqueles que, mesmo com a distância ou o tempo, o vínculo permanece firme.

 Amigos só de momentos bons:

  • Aparecem quando está tudo bem, quando há festa, diversão ou vantagens.

  • Somem quando as coisas apertam.

  • Estão por perto quando você pode oferecer algo — companhia, alegria, status.

  • São legais, mas não profundos. A amizade é mais superficial.

  • Quando você mais precisa, geralmente não estão disponíveis.

 A vida ensina a valorizar os primeiros e agradecer pelos segundos — afinal, até eles servem para a gente aprender e amadurecer.

 

Teresinha


Dificuldade De Aprendizagem Imagens – Download Grátis no Freepik

 

A VIDA ENSINA!...

 

A vida é uma escola onde se aprende...
a viver com o tempo, a cair e levantar, a perder e ganhar, a amar e a deixar ir.
Cada experiência é uma lição, cada dor, um ensinamento,
E mesmo os erros, quando vistos com o coração aberto, viram degraus de crescimento.

Na sala da vida, não há férias — só pausas para reflexão.
O tempo é o mestre silencioso que ensina com paciência,
E o coração, o caderno onde anotamos o que realmente importa.
Aprende-se que nem tudo que reluz é ouro,
e que muitas vezes, o brilho mais verdadeiro vem de dentro.

Aprende-se a esperar, a escutar o silêncio,
a respeitar o ritmo das estações internas.
A vida ensina com provas inesperadas,
mas é generosa com quem estuda com a alma atenta.

E, no final de cada dia, a maior lição talvez seja essa:
ser leve, mesmo quando o mundo pesa.
Ser inteiro, mesmo quando há partes faltando.
E continuar — sempre continuar —
porque viver, no fundo, é isso:
um eterno aprender a ser.

 

Teresinha



 


A LEI DO RETORNO!..  

 

Amo essa LEI... Ela é justa sem avisar,
chega leve ou como um vendaval
não pede permissão nem bate na porta
só mostra o que plantamos, com exatidão fatal.

Pode ser flor ou espinho,
sorriso ou lição
mas sempre vem no tempo certo
pra alinhar o coração.

Às vezes ela demora, e a gente acha que esqueceu
mas o universo não é cego, só paciente,
ele observa em silêncio, e devolve com precisão
não pelo castigo, mas pelo equilíbrio.

A vida não precisa de juízes quando o retorno faz o papel.
Não é sobre vingança, é sobre justiça interna.
 O que oferecemos ao mundo — palavras, intenções, gestos —
volta pra nós de formas que nem sempre reconhecemos de imediato.

Por isso, plantar com verdade é sabedoria.
Cuidar do que se espalha por aí,
porque tudo volta,
e quando volta, mostra quem somos de verdade.

As escolhas são sementes invisíveis
plantadas em dias comuns, sem anúncio,
mas o solo da vida é fértil — tudo o que colocamos ali, cresce.

Às vezes, escolhemos pelo impulso, pela dor, pela pressa
e nem percebemos que aquilo vai nos visitar no futuro
com outra roupa, outro cenário,
mas com a mesma essência do que um dia decidimos.

Não é pra viver com medo de escolher,
é pra escolher com consciência.
Porque o retorno não julga — ele só responde.

Cada “sim” que damos tem um “não” escondido atrás.
Cada caminho recusado é uma história que nunca viveremos,
mas tudo que escolhemos, de algum jeito,
acaba voltando pra nos lembrar:
você molda a sua vida um passo por vez.

 

 Teresinha