domingo, 28 de fevereiro de 2010

QUEM REALMENTE AMA...



O amor é uma doação e não uma exigência.

Quem realmente ama, dá tudo e nada pede.

Quem pede e exige da pessoa que diz amar demonstra que verdadeiramente não ama:

ao contrário, revela o egoísmo em alto-grau.


Amar não é receber, é dar.


Não é pedir, mas propocionar felicidade desinteressadamente.

O melhor exemplo de amor é o das mães, que sabem amar com renúncia.

(C. Torres Pastorino)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

DIANTE DA CONSCIÊNCIA...




A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos capazes de assumir, onde estivermos, em favor de todas as criaturas.


Que vem a ser, porém, essa atitude mais elevada que estamos chamados a abraçar,

diante dos outros?




Sem dúvida, é a execução do dever que as leis do Eterno Bem nos preceituam



para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações determinadas,

na pauta das circunstâncias.

Vejamos alguns dos nomes que o definem, nos lugares e condições em que somos



levados a cumpri-lo :



na conduta — sinceridade;


no sentimento — limpeza;


na idéia — elevação;



na atividade — serviço;

no repouso — dignidade;


na alegria — temperança;


na dor — paciência:



no lar — devotamento;


na rua — gentileza:


na profissão — diligência;


no estudo — aplicação:


no poder — liberalidade;


na afeição — equilíbrio;


na corrigenda — misericórdia;


na ofensa — perdão;


no direito — desprendimento:


na obrigação — resgate:


na posse — abnegação:


na carência — conformidade;


na tentação — resistência;


na conversa — proveito;


no ensino •— demonstração;


no conselho — exemplo.


Em qualquer parte ou situação, não hesites quanto à atitude mais elevada a que nos achamos intimados pelos Propósitos Divinos, diante da consciência.


Para encontrá-la, basta procures realizar o melhor de ti mesmo, a benefício dos outros, porquanto, onde e quando te esqueces de servir em auxílio ao próximo, aí surpreenderás a vontade de Deus que, sustentando o Bem de Todos, nos atende ao anseio de paz e felicidade, conforme a paz e a felicidade que oferecemos a cada um.


(Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira/Emmanuel e André Luiz)

O PODER DA MIGALHA...


Não desprezes o poder da migalha na obra do auxílio.


O prato simples que partilhas com o irmão em penúria não resolve o problema da fome; entretanto, ele em si não é apenas favor providencial para quem o recebe, mas também mensagem de fraternidade expedida na direção de outras almas, que se inclinarão a repartir as alegrias da mesa.


A peça de roupa com que atendes ao viajor, estremunhado de frio, não extingue o flagelo da nudez; todavia, ela em si não constitui apenas valioso abrigo para quem a recolhe, mas também apelo silencioso aos amigos que esperam, unicamente, um sinal de amor para se entregarem aos júbilos do serviço.


Acontece o mesmo com a moeda humilde que, ajustada à beneficência, faz pensar no valor da cooperação, e com o livro edificante que, funcionando no apoio a companheiros necessitados de esclarecimento e consolo, nos obriga a meditar no impositivo da cultura espiritual.


Em muitas circunstâncias, é um gesto só de tua compreensão que salvará alguém de calamidade iminente e, em muitos casos, uma só frase de tua parte

representa a segurança de comunidades inteiras.



Bem-aventurado todo aquele que estende milhões à supressão dos problemas de natureza material e bem-aventurado todo aquele que cede algo de si próprio, a benefício dos outros, ainda que seja tão-somente uma palavra de bênção para o conforto de uma criança esquecida.

Não desprezes o poder da migalha na obra do auxilio.


Por dádiva de sustentação e misericórdia para felizes e infelizes, sábios e ignorantes, justos e injustos, Deus entrega o Sol por atacado, mas por dom inefável, capaz de conduzir as criaturas com harmonia e discernimento, no rumo das perfeições divinas, Deus dá o tempo, trocado em miúdo, através das migalhas dos minutos, iguais para todos.



O coração humano é comparável a cofre repleto de riquezas incalculáveis, e ninguém o possui impenetrável ou inacessível... Habitualmente, resistirá a golpes de martelos, à ação de gazuas e até mesmo ao impacto de explosivos e provas de fogo; mas, quase sempre, é a tua migalha de humildade e paciência, bondade e cooperação que simboliza a chave capaz de abri-lo.



(Emmanuel e André Luiz /Chico Xavier e Waldo)

Do livro Estude e Viva

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

FATORES DE EQUILÍBRIO...



Traduzindo benevolência por fator de equilíbrio, nas relações humanas, vale confrontar as atitudes infelizes como os obstáculos pesados que afligem o espírito, na caminhada terrestre.

Aprendamos a sinonímia de ordem moral, no dicionário simples da natureza:

Crítica destrutiva - labareda sonora.


Azedume - estrada barrenta.


Irritação - atoleiro comprido.


Indiferença - garoa gelada.


Cólera - desastre à vista.



Calúnia - estocada mortal.


Sarcasmo - pedrada a esmo.

Injúria - espinho infecto.


Queixa repetida - tiririca renitente.



Conversa desnecessária - vento inútil.


Preconceito - fruto bichado.


Gabolice - poeira grossa.


Lisonja - veneno doce.


Engrossamento - armadilha pronta.


Aspereza - casca espinhosa.


Pornografia - pântano aberto.


Despeito - serpente oculta.


Melindre - verme dourado.


Inveja - larva em penca.



Pessimismo - chuva de fel.

Espiritualmente, somos filtros do que somos.

Cada pessoa recebe aquilo que distribui.

Se esperamos pela indulgência alheia, consignemos as manifestações que nos pareçam indesejáveis e, evitando-as com segurança, saberemos cultivar a benevolência, no trato com o próximo, para que a benevolência nos seja auxílio incessante, através dos outros.


(Emmanuel e André Luiz/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)



PROFILAXIA...



Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida

se transforme em tóxicos letais.

Se a cólera explode ao seu lado, use a prece, a fim de que o incêndio não se comunique

às regiões menos abrigadas de sua alma.

Se a incompreensão lhe atira pedradas, use o silêncio, em seu próprio favor,

imobilizando os monstros mentais que a crueldade desencadeia

nas almas frágeis e enfermiças.

Se a antipatia gratuita surpreende as suas manifestações de amor, use a prece,

facilitando a obra da fraternidade, que o Mestre nos legou.

O silêncio e a prece são os antídotos do mal, amparando o Reino do Senhor,

ainda nascente no mundo.

Se você pretende a paz no setor de trabalho que Jesus lhe confiou, não se esqueça dessa profilaxia da alma, imprescindível à vitória sobre a treva e sobre nós mesmos.

(Francisco Cândido Xavier/ André Luiz )